quarta-feira, junho 22, 2005

Milho trangénico em solo português aguarda aprovação do PR

- A Comissão Europeia autorizou, em Setembro de 2004, o cultivo de 17 variedades de milho transgénico em toda a União Europeia, cedendo, com isto, às fortes pressões das multinacionais que detêm o monopólio sobre essas patentes;

- Países como a Áustria, a Polónia e a Hungria optaram por impor moratórias para proteger a sua agricultura e a sua biodiversidade da contaminação por transgenes, enquanto que a Itália conseguiu adiar o cultivo de milho geneticamente modificado por, pelo menos, mais um ano. Outros países, como é o caso da Alemanha, elaboraram uma legislação tão restritiva que, na prática, o cultivo de transgénicos se tornou impraticável;

- Mais de 100 regiões europeias declararam-se, já, Zonas Livres de Transgénicos, o mesmo tendo ocorrido em mais de 3500 áreas sub-regionais, incluindo concelhos (na França, Reino Unido e Portugal);

- Entretanto, à margem de qualquer auscultação e debate público, o actual Governo, tendo como base um projecto de diploma muito mal redigido ainda pelo seu antecessor, aprovou recentemente legislação sobre a Coexistência de Culturas, encontrando-se esta actualmente para aprovação na Presidência da República.

Na nossa opinião o Diploma sobre a Coexistência não deve ser promulgado !!!
É URGENTE:
* fixar uma moratória ao cultivo de OGMs em Portugal;
* promover de forma alargada o debate e informação sobre os OGMs junto dos agricultores e consumidores em geral;
* responder à questão se Portugal quer ser País Livre de Transgénicos ou, se não, quais as Zonas Livres de Transgénicos a fixar em Portugal;
* e, se for essa a decisão, elaborar com a participação de todos uma legislação exigente e com bases científicas sobre a coexistência.
in Convocatoria da PLATAFORMA TRANSGÉNICOS FORA DO PRATO
ATTAC, AGROBIO, CNA, FAPAS, GAIA, GEOTA, LPN, QUERCUS, SALVA

Robert Smithson (Land Art, DIA Beacon)

quarta-feira, junho 01, 2005

“está claro que la forma de ser de la modernidad es un estado de modernización incesante, compulsiva y obsesiva (y así de perpetua destrucción creativa, de producción de ambivalencia, y de impulso organizativo, de disipación de la estructura, y de una adicción estructural) y la posmodernidad es una condición bajo la cual logramos entenderlo y modificamos nuestras estrategias de vida de acuerdo a esto.”[4].
“Os valores, os artefactos culturais e os universos simbólicos que se globalizaram são ocidentais e, muitas vezes, especificamente norte-americanos, sejam eles o individualismo, a democracia política, a racionalidade económica, o utilitarismo, o primado do direito, o cinema, a publicidade, a televisão, a internet, etc[5]”.
[4] Bauman in texto de conferência Outra vez bajo cero de Kevin Power proferido na Bienal de Lima, que inclui revisões que incorporam fragmentos do catálogo En Búsqueda de una ética, Valência 2001
[5] - Boaventura de Sousa Santos, Revista Crítica de Ciências Sociais, Lisboa, 22/08/02

Bruce Nauman

Ten Heads. Circle In and Out

Gerhard Richter

Passage
A imagem de uma coisa é uma representação parcial e contingente.
A imagem é codificada pelas idiossincrasias do sujeito e por quem a representou. A significação da obra só existe na sua comunicação ao sujeito, é este espaço que interessa. Um pouco como Duchamp fala do movimento das peças de xadrez.
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